O que é Sublimação?

Marcos Gervazoni

Marcos Gervazoni

Comecei com Sublimação em 2010, numa época onde as informações eram muito difíceis de ser encontradas. Desde 2017 à frente da Central da Sublimação para facilitar a vida de quem quer começar.

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Sublimação é o processo químico que consiste na passagem do estado sólido para o estado gasoso sem passar pelo estado líquido.

Não entendeu nada? Não tem problema! Este artigo vai esclarecer o que é, como acontece e o que podemos fazer através dele.

Vamos lá então…

A Sublimação é muito utilizada para a personalização de produtos como canecas, chinelos, camisetas, chaveiros, squeezes e muitos outros. É um mercado que movimenta milhares de reais e que está em crescimento por permitir que cada pessoa tenha um produto que o identifique através da própria foto, da série que gosta de assistir, pela profissão que exerce ou até mesmo pela foto do seu animalzinho de estimação.

Você com certeza já deve ter visto pessoas com canecas personalizadas, não é?! Pois então, isso é a Sublimação.

Mas você sabe como ela começou e onde ela ocorre?

Acredite: é muito comum profissionais da área fazerem confusão de termos e chamar qualquer tipo de personalização por termo-transferência de sublimação.

A HISTÓRIA DA SUBLIMAÇÃO:

O processo de sublimação têxtil foi /descoberto/ na França, no ano de 1957 por Noel de Plasse. A sua descoberta deu-se ao perceber que alguns corantes utilizados poderiam passar do estado sólido para o estado gasoso sem passar pelo estado líquido desde que submetidos a temperaturas entre 160 e 190ºC. Esse processo também é conhecido como impressão a seco.

Entre os anos 1970 e 1980 o processo pode evoluir a passos largos com os avanços proporcionados pela computação, tendo chegado a um modelo muito próximo do que conhecemos hoje, porém, ainda muito limitado em questão de possibilidade de cores e também com um custo de produção bastante elevado, sendo viável para produções em grande escala.

Foi no século XX que a Sublimação ganhou força. Muito graças ao surgimento de impressoras jato de tinta e da reformulação das tintas utilizadas. Esse também foi o nascimento de algo que chamamos de impressão digital, que é o que possibilita uma impressão rápida e de qualidade sem o uso de grandes máquinas manuais de impressão.

Diferente dos outros métodos de impressão, as impressoras digitais podiam imprimir uma imagem diferente em cada folha, ao passo que os outros tipos de impressão envolviam chapas que eram usadas continuamente, sem a possibilidade de alterar o conteúdo das impressões de um impresso a outro de maneira rápida, como por exemplo impressões em offset ou mesmo a serigrafia.

Nos dias de hoje com a popularização da sublimação entre as pessoas que buscam uma renda extra ou uma forma autônoma de empreender aliado ao avanço tecnológico tornou-se possível ter esses equipamentos dentro de nossas próprias casas, em pequenos espaços como um quarto ou em algum cômodo que está sobrando.

A falta de profissionalização aliado a falta de um mercado fornecedor responsável e que trabalhe exclusivamente com isso, ainda gera uma grande confusão nos pequenos produtores.

No intuito de vender sem se preocupar com a qualificação do cliente, algumas empresas varejistas de substratos ou revendedores de equipamentos não explicam sobre a correta utilização de suas máquinas e não preocupam-se em capacitar o profissional a respeito da atuação com a sublimação.

Também não explicam sobre as características individuais de cada produto personalizável. Isso dificulta, por parte do produtor, a compreensão de todas as variáveis envolvidas no processo de personalização, gerando uma enorme confusão e muitas dúvidas durante todo o processo.

Alguns profissionais, por sua vez, não buscam informar-se a respeito do mercado da Sublimação como um todo, sendo muito comum deparar-se com pessoas que se contentam em saber ligar e prensar um produto. Sendo apenas PRENSADORES e não SUBLIMADORES.

São esses que estarão em breve vendendo suas máquinas semi-novas a preços baixíssimos e que dirão que “não tem como trabalhar com Sublimação!”.

Investir em conhecimento é necessário se você almeja ser um profissional bem sucedido. Isso vale para qualquer coisa que se faça, e é claro que também funciona para a Sublimação.

É preciso tomar cuidado com alguns materiais disponíveis na internet, pois não é raro observarmos canais no Youtube e blogs compartilhando informações de maneira equivocada, buscando apenas cliques e visibilidade.

O QUE É A SUBLIMAÇÃO:

A Sublimação portanto é um processo de termo-transferência utilizado para a personalização de diferentes produtos. Neste processo há a transferência do corante sublimático impresso no papel para uma base de poliéster – o produto.

A sublimação ocorre observando três pilares: TEMPO, TEMPERATURA e PRESSÃO.

A TEMPERATURA é fundamental para iniciar o processo de Sublimação, fazendo com que a tinta deixe o papel e se expanda para fora dessa base. Ou seja: que deixe o estado sólido e assuma o estado gasoso.

A PRESSÃO é o que fará com que a tinta que evaporou do papel onde estava impresso passe para o produto que está sendo prensado. É quase como se a pressão dissesse para a tinta que está evaporando o que ela tem que estampar.

E o TEMPO é o agente que irá garantir que o processo ocorreu da maneira adequada, ou seja, que a tinta foi transferida de maneira definitiva.

Os corantes sublimáticos assumem a condição de transferência a partir de uma temperatura mínima de aproximadamente 160ºC, temperaturas inferiores a essa não irão gerar bons resultados do processo, podendo apresentar cores opacas ou mesmo manchas e diferença de tonalidades.

É preciso estar atento ao fato da sublimação não ocorrer em fibras naturais (algodão, por exemplo). Por isso um tecido precisa ter uma composição sintética, como o poliéster. Demais materiais como alumínio, madeira, porcelana e até mesmo o acrílico também precisam deste revestimento.

É essa base de poliéster que “recebe” a sublimação. Por isso não é qualquer produto branco que vai ser sublimado: apenas produtos PREPARADOS para a Sublimação.

Para que o processo ocorra da maneira adequada, alguns materiais são indispensáveis e específicos. (/não devem ser substituídos por alternativas genéricas/):

  • A impressora utilizada no processo é um modelo comum jato de tinta, obrigatoriamente da marca EPSON e que possua a tecnologia de impressão MicroPiezo. Recomenda-se que ela seja adaptada com um sistema de bulk-ink ou que já possua um ecotank.

Aqui é sério: não insista em outras impressoras. Vá direto na que realmente funciona: EPSON!

  • A tinta utilizada para o processo de sublimação deve ser específico para tal. Conhecida como Tinta Sublimática. Não é possível utilizar a tinta corante ou pigmentada para realizar a Sublimação.
  • O papel utilizado deve ser específico para o processo. Conhecido como de Papel Sublimático ou Transfer para Sublimação. Não se engane: o papel comum não dá o mesmo resultado, além de gerar desperdício de tinta.
  • O substrato (fotoproduto) deve ser preparado para o processo, como já falamos. Em caso de produtos rígidos ele deve ter uma camada de poliéster sobre a superfície que será sublimada, já o caso de tecidos devem ser de fibras sintéticas, pois a Sublimação não adere em fibras naturais.

A Sublimação, embora possa ser usada para venda de produtos em quantidades como brindes, é mais indicada para que seja usada em artigos de presente. É importante vender o sentimento, a qualidade, a durabilidade, como resultado final.

Por necessitar de produtos específicos acaba tendo um custo de produção mais alto, porém possui maior valor agregado para a venda, gerando maior retorno financeiro.

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